Prévia da inflação oficial tem a maior taxa para maio desde 1996

O Índice de Preços ao Consumidor – Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, passou de 0,51% em abril para de 0,86% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).

A taxa é a maior para o mês de maio desde 1996, quando o IPCA-15 registrou alta de 1,32%, conforme aponta o IBGE, em nota.

No ano, o indicador acumula avanço de 4,21% – abaixo dos 5,23% registrados em abril, e, em 12 meses, de 9,62%, acima dos 9,34% no período anterior.

O que mais puxou a prévia da inflação neste mês foram os alimentos – principalmente farinha, feijão e leite – que ficaram 1,03% mais caros, e os remédios, que tiveram reajuste de 6,5%.

Com isso, os grupos de alimentação e bebidas e de saúde – que incluem esses itens e são usados para o cálculo do IPCA-15 – registraram as taxas de variação mais altas em maio. No primeiro, o índice passou de de 1,35% para 1,3% e no segundo, de 1,32% para 2,54%.

O grupo de preços relativos à habitação também mostrou forte alta de abril para maio (de -0,41% para 0,99%). Isso porque a taxa de água e esgoto subiu 9,03%, pressionada pelo aumento de 35,93% na região metropolitana de São Paulo.

Na análise por regiões, o maior avanço do IPCA-15 partiu de Fortaleza (1,19%), sob pressão da taxa de água e esgoto (8,42%). Por outro lado, registraram os menores índices Brasília (0,55%) e Goiânia (0,58%).

Veja os itens que exerceram as principais influências:
Cigarro (3,70%)
Telefonia celular (3,40%)
Automóvel usado (2,38%)
TV, som e informática (2,38%)
Roupas de cama, mesa e banho (2,08%)
Leitura (1,85%)
Automóvel novo (1,11%)
Artigos de limpeza (1,10%)
Plano de saúde (1,06%)
Roupa feminina (1,05%)
Artigos de higiene pessoal (0,92%)
Mão de obra para pequenos reparos (0,87%)
Empregado doméstico (0,87%)
Condomínio (0,81%)
Serviços médicos e dentários (0,79%)
Roupa masculina (0,71%).

Previsões do mercado
Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a previsão do mercado para o IPCA deste ano é de 7%. Com isso, ainda permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.

Fonte: g1.com