Imposto de Renda 2018: Veja lista de ‘bobagens’ que as pessoas declaram

Esperando receber mais restituição, pagar menos imposto ou por falta de conhecimento, contribuintes declaram alguns itens no Imposto de Renda, que podem ser considerados “bobagens”, já que não são aceitos pela Receita Federal.

Dado que a expectativa do órgão é receber mais de 28,8 milhões de declarações até o dia 30 de abril, o volume de dados impressiona. Com cruzamento de informações cada vez mais eficaz, a atenção dos contribuintes deve ser redobrada, pois erros podem levar a declaração à malha fina.
Imposto de Renda no G1 (Foto: Ilustração: Alexandre Mauro/G1) Imposto de Renda no G1 (Foto: Ilustração: Alexandre Mauro/G1)

O G1 preparou uma lista com as “bobagens” que são declaradas, com a ajuda Cleiton Felipe, gerente sênior da área de assessoria fiscal às pessoas físicas da BDO Brazil e Heber de Oliveira, sócio da Contabilizei Contabilidade. Esses itens não devem constar na declaração.

Bens de consumo não-duráveis – exemplo: computadores, televisão, móveis
Linhas telefônicas
Cursos de idiomas e pré-vestibulares
Gastos com academia
Gastos com alimentação
Gastos com transporte público ou privado
Plano de saúde, quando é pago pela empresa
Serviços de coleta e armazenamento de células-tronco
Despesas com seguro-saúde, medicamentos (exceto se estiver em conta hospitalar)
Despesas com passagem e hotel para fins de tratamento médico
Contratação de enfermeiros
Implante de silicone, quando considerado um tratamento estético
Gastos com veterinários; apesar de não ser imprescindível para quem contrata o serviço, a descrição da despesa pode ser importante para o prestador
Filho na declaração tanto do pai quanto da mãe enquanto estão casados. Nesse caso o filho só deve constar como dependente em um dos dois responsáveis. Caso o casal esteja separado judicialmente: no ano da separação o filho pode ser dependente parcial nas duas. No ano seguinte, deve constar nessa categoria apenas na declaração de um dos responsáveis. Se o pai pagar pensão para o filho, por exemplo, ele é colocado na categoria “alimentandos” e como dependente na declaração da mãe.

Segundo Felipe, não há penalidades específicas, caso o contribuinte declare esse tipo de informação. “São só informações inúteis que sobrecarregam o sistema da Receita Federal”.

*Sob supervisão de Marina Gazzoni

Fonte: g1.com